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quinta-feira, abril 12, 2012

Parte XII

Foram 3 meses de silêncio absoluto! Quando, do nada, a criatura ressurge das cinzas. 3 da tarde, muito trabalho, pensamento vago, quase nunca lembrando dele mas amando-o como sempre, celular toca. "Não é possível! Não tô vendo esse número na tela!!!" Porque, óbvio, na tentativa de esquecer o inesquecível apaguei o nome do desgraçado da lista de contatos. Como se eu algum dia na vida eu fosse esquecer a merda daquele número.
Deixei tocar 6 vezes, quando estava quase indo pra caixa postal "Alô, pois não." As pernas estavam bambas mas a voz firme. "Desce que tô na porta do seu trabalho. Precisamos falar!" Puta que pariu. Por que raios o ser humano vem assim, do nada, e acha que é só chamar que eu vou?! SIM, claro que eu vou! Mas preciso ao menos tentar dizer que não quero mais...
"Não temos mais o que falar! Você some 3 meses e acha que pode voltar assim, como se nada tivesse acontecido?!" "Claro que posso! Você é minha. Desce, por favor! Ou vou ter que subir e pegar você a força!" Siiiim ele podia subir, me pegar a força, me jogar na parede, me dizer que o que a gente fazia nunca mais ninguém fez com ele. Podia dizer que nossa foda era foda, nosso sexo era único, nossa cumplicidade a coisa mais inexplicável do planeta.
Relutei mas desci. Falei que não ia nem entrar no carro dele. Quando cheguei na rua, ele estava encostado no carro, de cabeça baixa, a merda da barba por favor, o cacete do cabelo mal cortado, a porra do all star imundo, a calça jeans com aspecto de suja, a blusa todo torta, meio desabotoada, e os braços, ah os meus braços, cruzados e de tatuagem nova.
"O que você quer pelo amor de Deus?! E fala logo que tô cheia de trabalho." Ele levantou a cabeça e nossa, voltou tudo! Voltou numa velocidade incrível. Cheguei a salivar de vontade de colocar aquela porra em cima da minha cama e nunca mais tirar. Tentei disfarçar e ficar quieta, mas ele me encarou com aquele olhar que ele sabe, ele sabe, me derruba.
Eu cheguei mais perto, o imã que me atraía me levou. Quando encostei, já senti cheiro de sexo e sensação de prazer. Subimos. Eu estava só. Desliguei o sistema de câmeras como se estivesse indo embora. Tranquei a porta, apaguei as luzes e ficamos ali naquele espaço, nos olhando.
Não demorou muito. Ele veio com força me rasgando toda. Arranhando meu braço, mordendo meus lábios,  suspirando e falando no meu pé do ouvido "Sua vadia! Que saudade de você... Como eu queria conseguir explicar..." "Xiiii cala essa porra de boca!!! Vem cá e faz o que você sabe seu filho de uma puta!"
Ali foi uma coisa louca... E de lá seguimos pra casa dele. Era um caminho diferente. Não era por apartamento antigo... Muita coisa ainda estava por vir... Agora comecei a entender tudo...

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