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quinta-feira, setembro 29, 2011

Parte IX.

Clima quente, ardendo, saindo fogo por debaixo da roupa. Eu tava com medo de chamar atenção da vizinhança com tanto desejo que eu tinha dentro de mim. Que você tinha dentro de você. Nossa, nós 2 juntos erámos uma coisa definitivamente sensacional!
Eu tirei sua roupa, você rasgou minha blusa. Eu mordi o bico do seu peito, você arranhou minhas costas. E a vodca do lado, mas agora coadjuvante. Ela só serviu pra dá aquela coragem que nós, como 2 bons filhos da puta que somos, não temos sem colocar alcool na mente.
A cama não tinha mais lençol, o quarto não tinha mais espaço, o banheiro surgiu como saída pra 2 pessoas que, insanas, se jogavam uma contra a outra num sexo louco.
Você me chamava de vadia, mas não uma vadia qualquer, você colocava o pronome possessivo "minha" antes do "vadia" e eu amava aquilo.
Era sempre questão de honra eu fazer você gozar 3, 4 vezes; você me fazer sentir múltiplos orgasmos; fazermos sexo oral um no outro. Se não fosse completo, não éramos nós...
A gente cansava mas a gente sempre dava conta do recado... E o outro dia vinha, ele tinha que chegar...



@Cinthia_Ribeiro.

quinta-feira, agosto 25, 2011

Parte VIII

Com a falta de sorte que ando, só falta ele me convidar pra um chá gelado e ver filme estirados no sofá. E de que tinha adiantado aquele tempo todo em frente ao espelho? E o que faço como todo esse fogo que toma conta de mim? Coloco no cu e vou embora?
Nada disso; não nasci pra perder. E eu não vim aqui pra ir embora com um copo d'água e um beijo na testa e um "se cuida".
Tem alguma coisa pra beber ai? Coisa com álcool - ironizei (afinal com álcool as coisas sempre acabam funcionando).
Procurei algo na geladeira e achei vodca, limão.... Simples!
Vamos ao papo cabeça?
- Eu sempre quis entender de onde vinha tanto sentimento, tanta loucura, tanto desejo. Nós eramos sem começo, sem meio, sem fim, sem solução e.... Num ímpeto de tesão, puxei-o para bem junto a mim e finalmente começamos aquele beijo selvagem que eu estava querendo, junto com aquela mão grossa, boba passando pelo meu corpo e levantando a minha roupa em parceria. E, eu, estava agora no clima que eu queria.





** @Luhmsp

domingo, junho 26, 2011

Qualquer PARTE...

Eu estava esperando tudo, os toques mais selvagens, as palavras mais sujas, o beijo mais quente... Mas não era isso que estava acontecendo!! Eram toques suaves, palavras doces, carinhos, BEIJO NA TESTA!! WTF? Não era isso que eu queria, minha roupa, meu decote e meu batom vermelho traduziam o meu fogo, o meu desejo. O que estava acontecendo ali? Parecíamos um casal de namorados com 5 anos de namoro. Será que ele não entendeu que eu estava muito afim de um sexo casual? Que ele é o tipo de homem me faz tremer de tesão só de olhar pro corpo dele? Que eu queria gozos, orgasmos múltiplos e que talvez, depois, nunca mais olhasse na cara dele? Ah... O que tá acontecendo!!?? Acho melhor eu mesma tentar algo mais ousado, ou não sairemos do zero a zero. Pronto, já sei o que vou fazer...

quarta-feira, maio 18, 2011

Parte VI.

Quando entrei dentro daquele carro parecia que eu tava indo pra meu melhor destino nos últimos 3 anos. Falei o endereço, o moço me levou, sorridente e me olhando de vez em quando pelo retrovisor. "Será que mulher é tão transparente assim? Esse cara sabe que vou foder daqui a pouco?!" Acho que sim! A cara do taxista, maliciosa, entrando no meu decote a cada freada me deixou tudo, menos sem graça.
Que mulher não gostar de ter um homem mergulhando num decote que ela usa pra chamar a atenção dele e pra fazer inveja aquela outra "despeitada"- literalmente falando!- ? A que falar que não gosta tá mentindo.
Bem, cheguei naquele prédio depois de tanto tempo. Paguei o taxista, que sorriu, e agradeceu apenas com um "Muito obrigado!" mas que com certeza naquela mente pensou "Boa foda!" Eu disse "De nada!" pensando em "Será uma boa foda! Chamo o senhor na volta e conto tudo..."
Subi de escada, precisava de tempo pra escolher as palavras... Enfim cheguei, 3º andar, apartamento 208, blim blom.
Ele veio, abriu a porta com um copo na mão, sem blusa, com a calça meio aberta, um corpo quente, uma boca linda, um olhar convidativo. "Oi! Entra, a casa é sua..."
Entrei e Deus sabe como eu tremendo... O que me esperava naquela noite...

Por @Cinthia_Ribeiro

quinta-feira, maio 12, 2011

Parte V

Otário só tem dois direitos: Tomar tapa e não dizer nada.
Eu nunca vou entender exatamente o que eu quero, mas as nossas vontades nem sempre funcionam como uma conta de mais.
Mais aí, depois você vem querendo me ligar, me adular, me querendo. E eu vou topar. Apesar de todo desprendimento, eu me engano o tempo todo.
Tomei um banho demorado pra passar a naúsea que eu tava sentindo. Peguei a garrafa de whisky 12 anos que eu tinha prometido beber somente em uma ocasião especial. Duas pedras gelo, por favor, senhora idiota. Que raiva!
Peguei o Laptop, sentei no sofá, enrolada em uma toalha e vi o email que havia acabado de chegar... Ele é mesmo um filho da puta, desgraçado, acha que com meia dúzia de palavras e pedidos de desculpas eu vou recomeçar de onde a gente parou. Ele estava certo.
O maior decote é sempre infalível. O táxi chegou.


Por @Luhmsp

terça-feira, maio 10, 2011

Parte "de" IV

Abri a porta. Ele estava de cabeça baixa com o braço levantado apoiado na parede sustentando todo o corpo. Estava lindo, com aquela blusa azul contrastando com a pele branca. Um olhar embriagado e um sorriso safado. Minhas pernas começaram a tremer, meu estômago já não existia, meu coração batia tão forte que se ele me abraçasse naquele momento iria sentir a pulsação. Eu não sabia o que falar, o que fazer, os poucos segundos que passamos em frente à porta parecia uma eternidade. Eu queria abraçar, beijar, lamber, chupar... Uma mistura de amor e tesão, de carinho e tara. A minha coragem fugiu como gato foge de água. Mas ele não hesitou, não precisei falar nada! Com uma fúria ele me pegou pela cintura, pôs meu corpo junto ao seu e me beijou. Lambia lentamente o meu pescoço e passava sua mão malina entre minhas pernas. Eu, já embevecida, envolvida e inebriada com a situação, não conseguia reagir, somente permitir. E já deitados no sofá sua mão subia cada vez mais, no momento a única coisa que eu conseguia pensar era: Benditos sejam os vestidos. Eu já estava toda molhada, pronta pra receber dedo, língua, cacete, o que viesse... mas ele foi sutil, subiu vagarosamente a mão e me tocou, por cima da calcinha, parecia que ele queria me sentir, sentir meu calor e meu fogo. Depois, devagar ele afastou minha calcinha e introduziu um dedo e junto veio o meu gemido de prazer. No meu ouvido ele sussurrou que queria sentir meu gosto. Nesse momento o telefone dele toca. Porra, quase cortou o clima, porém ele deixou de lado e nem se importou. Mas a pessoa foi insistente e ligou 3 vezes mais. Ele se levantou, se afastou para atender e voltou com cara de poucos amigos. Pegou a chave do carro, me deixou no sofá esperando e foi embora...


Por @EllaRafa

sábado, maio 07, 2011

Parte III.

Então... Então... Então o que porra? Ah sabe como é né? Ficar só pensando, pensando, e pensando é um dos meus passatempos prediletos. Quando se trata dele então, a minha imaginação vai muito além.
Tô cansando... Ficar só na teoria tá sendo complicado. Caralho, cadê minha coragem juvenil? Aquelas loucuras feitas com 18 anos fazem uma falta... Daquele tempo ficou só o organismo fraco pra bebida. Porra, mas ficar tonta com 3 latinhas! Meu pior desempenho dos últimos tempos...
Por que esse medo todo de ser rejeitada? Ele mostra que me quer como eu o quero mas não fala! Que filho da puta! Será que ele fez aula de como ser covarde na mesma escola que eu? Porque só tendo tido os mesmos professores pra sermos tão parecidos no quesito "Não consigo tomar a iniciativa por medo de não ser correspondido."
Mas da próxima vez que a gente se encontrar eu vou fazer alguma coisa! Nem que seja soltar um inocente "Nossa, tá gostoso hoje hein?!", ou qualquer outra indireta idiota de quem não tem a menor coragem de dizer "Tá gostoso mesmo! Na sua casa ou na minha?!"
Nada vulgar! Só real. Porque olha, de tanto tempo que a gente se conhece, convive, com tudo que já vivemos, esse tipo de medo era pra ter passado faz tempo... Espera. Telefone!
Oh God! Era ele... E agora? Ele disse que tá vindo aqui com os amigos, tá virado, não consegue parar de beber. Perguntou se aqui tinha comida ("Claro amor! Olha eu aqui!"). Falei que tinha umas coisinhas sim. Noooossa, espera, vou correr pra vestir aquela roupa que fica entre o "Vem me comer agora!" e o "Ah, bondade sua. Não estou bonita, estou normal!"
Campanhia, só uma última olhada no espelho "Vai, sua linda! Pega logo esse idiota e joga ele em cima da tua cama. Aproveita o elevado grau de álcool na corrente sanguínea!"


*Em continua... Sempre irá continuar!
Por @Cinthia_Ribeiro

Parte II.

Eu tive um surto patético. Ainda bem que não vi a minha cara no espelho. Imagino que eu devia estar com cara de idiota.
Ora, que pergunta idiota; perguntar se eu estou bem - Claro que não. Eu não estava bem.
Peguei o copo, e senti vontade de jogar na minha cabeça, pra ver se aliviava aquela vontade. Bebi como se fosse água, o mundo rodou e o meu corpo reclamou enchendo os meus olhos d'água. Eu estava com vontade de mascar o cigarro, por que eu tava uma pilha.
Eu queria pegar ele, eu queria devorar. Eu estava doida de vontade. Eu queria rasgar a roupa dele, e deixa ele fazer o que quiser.
Mais vamos Luciana, tá, eu me comportei. Siiim!
Mais os olhos dele não negava o nosso desejo, o desejo não era só meu, e naquele momento eu percebi que ele tava com tanta vontade quanto eu, e por que esperar?
Olhei pra ele e disse: - Eu estou sentindo vontade de fazer uma coisa. E vou fazer. E o beijei com vontade, força, violência. Ele correspondeu mais do que eu esperava. Arrancamos a roupa, ali mesmo, tinha roupas da sala ao quarto, da cozinha ao quintal.
Ele me devorava com força, o suor dele pingava no meu rosto, e então....

*Espere a Parte III.

Por @Luhmsp



domingo, março 27, 2011

Parte I.

E lá ia eu. Me perder pela vigésima vez.
Eu sempre me perdia quando encontrava com aqueles olhos negros.
Antes de sair de casa, eu prometi a mim mesma que ia ser só uma conversa, daquelas necessárias para colocar os pingos nos is.
Vesti uma calcinha preta, daquelas nada confortáveis. Nem sei porque, já que eu tinha que cumprir a promessa que fiz a mim. Vesti uma roupa confortável, e fui.
Nos encontramos e ele me levou de mão dada para a casa dele. Era lá que a longa conversa ia acontecer.
Quando chegamos a casa dele, ele foi me mostrar cada canto. Ele colocou nome no sofá, na cama e na geladeira. Mas era tudo no lugar, como se alguém tivesse acabado de organizar.
Ele me ofereceu uma bebida, eu aceitei. Eu precisava tomar coragem de falar tudo que estava na minha garganta.
Tomei o primeiro copo num gole só, tinha gosto bom, mas era forte, e esquentou todo o meu corpo como um passe de mágica.
Pedi a ele uma segunda dose. E tomei mais uma vez em um só gole. Acendi um cigarro. E eu estava muda, eu não queria conversar, eu só queria arrancar dele e fazer tudo que eu tinha direito com aquele corpo que era dele, mas que eu queria pra mim.
Eu estava com tanto desejo que a minha própria mão queria andar pelo meu próprio corpo, era uma coisa involuntária, e eu não conseguia controlar.
A gente começou aquela conversa dos is. A gente se ofendeu, e desprezou um ao outro com palavras, mas o meu corpo não parava de desejá-lo. E ele me comia com aqueles olhos.
Tive que tomar uma terceira dose, pra que eu tentasse convencer o meu corpo a não avançar o sinal, e cumprir aquela promessa que fiz antes de sair de casa.
Tomei a terceira dose em dois goles. E meus olhos lacrimejaram e eu os fechei. De repente a boca dele estava bem próxima a minha. E eu não tinha como resistir. Ele me puxou e me beijou com pressa e sem pudor. A mão dele foi levantando minha saia e a minha calcinha desconfortável estava a mostra.
Eu sentia o corpo dele quente, e suando em desejo. Ele me botou no braço e me jogou com força em cima da cama.
E começou a beijar os dedos dos meus pés e os olhos dele estavam o tempo inteiro fixos nos meus, só para me enlouquecer mais ainda.
E assim ele foi beijando todo o meu corpo e tirando a minha roupa, jogando-a no chão. Começou a se movimentar de forma que eu ia me enchendo cada vez mais de prazer.
Eu sentia vontade de gritar e meu corpo suava. Até que trocamos de posição, e eu podia enfim fazer o que eu quisesse no corpo dele. E eu não podia desperdiçar. Eu queria aproveitar cada dobra, cada pedaço. Eu o beijei sem pressa, afinal a única coisa que eu queria era que aquele momento durasse para sempre. Toquei com a minha boca os órgãos sexuais dele sem vergonha nenhuma e eu sentia um gosto de prazer na boca, e ele sentia algo muito bom, porque o seu corpo se torcia involuntariamente. Os olhos dele não estavam mais fixos em mim. Os olhos dele estavam fechados, e ele sentia a minha mão e a minha boca percorrendo tudo.
Ele se derramava em prazer, eu também. A boca dele estava bem próxima ao meu seio, quando ouvi alguém me chamando, abri o olho. Era ele perguntando se eu estava bem, eu respondi que sim, que precisava apenas de um cigarro para relaxar. Eu não tinha ouvido nada que ele tinha falado. Eu estava apenas imaginando tudo isso que parecia tão real. Estávamos vestidos igual quando tínhamos chegado. Tinha sido apenas um sonho.



Escrito por @Luhmsp.