Com a safadeza que lhe é peculiar, o meu homem me acordou metendo os dedos na minha boceta e me fazendo nem querer abrir os olhos, imaginando que aquilo só podia ser um sonho.
Não era! De supetão aquele corpo vem pra cima do meu, não me deixa falar uma palavra, solta aquele "Silêncio vagabunda, agora você é minha. Eu que mando aqui!"
Eu disse um "Sim!" com um movimento de cabeça e antes mesmo que eu terminasse a afirmativa, aquelas mãos já estavam enrolando meus cabelos e me levando pra chupar aquela delícia de pau.
PQP que homem é esse?! Aquela coisa mandona que eu adoro, aquela brutalidade rudimentar, aqueles olhos que dão a impressão que a foda vai ser sem fim.
A gente transou. Cai no sono. Eu ainda estava exausta da noite anterior e aquele filho da puta ainda transa comigo 6 da manhã. Definitivamente esse homem não existe!
Acordei umas 2 horas depois, meio assustada, sem saber direito de nada. Olhei rapidamente pro lado, ele estava sentado na cama, nu, lendo, uma cerveja na mão, um lindo sorriso no rosto.
Como pode um sorriso ser lindo daquele jeito?! Só perdia pra voz!
Eu sorri. Ganhei um "Bom dia!" de retribuição do homem mais safado desse mundo, e muito provavelmente por essa razão, o melhor homem que já tive na vida.
Quando dei por mim, estava na hora de voltar. Era coisa demais acontecendo, minha cabeça quase oca tava com tudo vagando dentro dela.
Meus pensamentos foram interrompidos por uma janela sendo aberta e o barulho do mar adentrando aquele antro.
O quarto todo tinha cheiro de sexo!
E o vento trazia cheiro de mar.
Eu quis transar no mar.
Claro que fomos... E ah...
Por Cinthia Ribeiro.