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quarta-feira, maio 18, 2011

Parte VI.

Quando entrei dentro daquele carro parecia que eu tava indo pra meu melhor destino nos últimos 3 anos. Falei o endereço, o moço me levou, sorridente e me olhando de vez em quando pelo retrovisor. "Será que mulher é tão transparente assim? Esse cara sabe que vou foder daqui a pouco?!" Acho que sim! A cara do taxista, maliciosa, entrando no meu decote a cada freada me deixou tudo, menos sem graça.
Que mulher não gostar de ter um homem mergulhando num decote que ela usa pra chamar a atenção dele e pra fazer inveja aquela outra "despeitada"- literalmente falando!- ? A que falar que não gosta tá mentindo.
Bem, cheguei naquele prédio depois de tanto tempo. Paguei o taxista, que sorriu, e agradeceu apenas com um "Muito obrigado!" mas que com certeza naquela mente pensou "Boa foda!" Eu disse "De nada!" pensando em "Será uma boa foda! Chamo o senhor na volta e conto tudo..."
Subi de escada, precisava de tempo pra escolher as palavras... Enfim cheguei, 3º andar, apartamento 208, blim blom.
Ele veio, abriu a porta com um copo na mão, sem blusa, com a calça meio aberta, um corpo quente, uma boca linda, um olhar convidativo. "Oi! Entra, a casa é sua..."
Entrei e Deus sabe como eu tremendo... O que me esperava naquela noite...

Por @Cinthia_Ribeiro

quinta-feira, maio 12, 2011

Parte V

Otário só tem dois direitos: Tomar tapa e não dizer nada.
Eu nunca vou entender exatamente o que eu quero, mas as nossas vontades nem sempre funcionam como uma conta de mais.
Mais aí, depois você vem querendo me ligar, me adular, me querendo. E eu vou topar. Apesar de todo desprendimento, eu me engano o tempo todo.
Tomei um banho demorado pra passar a naúsea que eu tava sentindo. Peguei a garrafa de whisky 12 anos que eu tinha prometido beber somente em uma ocasião especial. Duas pedras gelo, por favor, senhora idiota. Que raiva!
Peguei o Laptop, sentei no sofá, enrolada em uma toalha e vi o email que havia acabado de chegar... Ele é mesmo um filho da puta, desgraçado, acha que com meia dúzia de palavras e pedidos de desculpas eu vou recomeçar de onde a gente parou. Ele estava certo.
O maior decote é sempre infalível. O táxi chegou.


Por @Luhmsp

terça-feira, maio 10, 2011

Parte "de" IV

Abri a porta. Ele estava de cabeça baixa com o braço levantado apoiado na parede sustentando todo o corpo. Estava lindo, com aquela blusa azul contrastando com a pele branca. Um olhar embriagado e um sorriso safado. Minhas pernas começaram a tremer, meu estômago já não existia, meu coração batia tão forte que se ele me abraçasse naquele momento iria sentir a pulsação. Eu não sabia o que falar, o que fazer, os poucos segundos que passamos em frente à porta parecia uma eternidade. Eu queria abraçar, beijar, lamber, chupar... Uma mistura de amor e tesão, de carinho e tara. A minha coragem fugiu como gato foge de água. Mas ele não hesitou, não precisei falar nada! Com uma fúria ele me pegou pela cintura, pôs meu corpo junto ao seu e me beijou. Lambia lentamente o meu pescoço e passava sua mão malina entre minhas pernas. Eu, já embevecida, envolvida e inebriada com a situação, não conseguia reagir, somente permitir. E já deitados no sofá sua mão subia cada vez mais, no momento a única coisa que eu conseguia pensar era: Benditos sejam os vestidos. Eu já estava toda molhada, pronta pra receber dedo, língua, cacete, o que viesse... mas ele foi sutil, subiu vagarosamente a mão e me tocou, por cima da calcinha, parecia que ele queria me sentir, sentir meu calor e meu fogo. Depois, devagar ele afastou minha calcinha e introduziu um dedo e junto veio o meu gemido de prazer. No meu ouvido ele sussurrou que queria sentir meu gosto. Nesse momento o telefone dele toca. Porra, quase cortou o clima, porém ele deixou de lado e nem se importou. Mas a pessoa foi insistente e ligou 3 vezes mais. Ele se levantou, se afastou para atender e voltou com cara de poucos amigos. Pegou a chave do carro, me deixou no sofá esperando e foi embora...


Por @EllaRafa

sábado, maio 07, 2011

Parte III.

Então... Então... Então o que porra? Ah sabe como é né? Ficar só pensando, pensando, e pensando é um dos meus passatempos prediletos. Quando se trata dele então, a minha imaginação vai muito além.
Tô cansando... Ficar só na teoria tá sendo complicado. Caralho, cadê minha coragem juvenil? Aquelas loucuras feitas com 18 anos fazem uma falta... Daquele tempo ficou só o organismo fraco pra bebida. Porra, mas ficar tonta com 3 latinhas! Meu pior desempenho dos últimos tempos...
Por que esse medo todo de ser rejeitada? Ele mostra que me quer como eu o quero mas não fala! Que filho da puta! Será que ele fez aula de como ser covarde na mesma escola que eu? Porque só tendo tido os mesmos professores pra sermos tão parecidos no quesito "Não consigo tomar a iniciativa por medo de não ser correspondido."
Mas da próxima vez que a gente se encontrar eu vou fazer alguma coisa! Nem que seja soltar um inocente "Nossa, tá gostoso hoje hein?!", ou qualquer outra indireta idiota de quem não tem a menor coragem de dizer "Tá gostoso mesmo! Na sua casa ou na minha?!"
Nada vulgar! Só real. Porque olha, de tanto tempo que a gente se conhece, convive, com tudo que já vivemos, esse tipo de medo era pra ter passado faz tempo... Espera. Telefone!
Oh God! Era ele... E agora? Ele disse que tá vindo aqui com os amigos, tá virado, não consegue parar de beber. Perguntou se aqui tinha comida ("Claro amor! Olha eu aqui!"). Falei que tinha umas coisinhas sim. Noooossa, espera, vou correr pra vestir aquela roupa que fica entre o "Vem me comer agora!" e o "Ah, bondade sua. Não estou bonita, estou normal!"
Campanhia, só uma última olhada no espelho "Vai, sua linda! Pega logo esse idiota e joga ele em cima da tua cama. Aproveita o elevado grau de álcool na corrente sanguínea!"


*Em continua... Sempre irá continuar!
Por @Cinthia_Ribeiro

Parte II.

Eu tive um surto patético. Ainda bem que não vi a minha cara no espelho. Imagino que eu devia estar com cara de idiota.
Ora, que pergunta idiota; perguntar se eu estou bem - Claro que não. Eu não estava bem.
Peguei o copo, e senti vontade de jogar na minha cabeça, pra ver se aliviava aquela vontade. Bebi como se fosse água, o mundo rodou e o meu corpo reclamou enchendo os meus olhos d'água. Eu estava com vontade de mascar o cigarro, por que eu tava uma pilha.
Eu queria pegar ele, eu queria devorar. Eu estava doida de vontade. Eu queria rasgar a roupa dele, e deixa ele fazer o que quiser.
Mais vamos Luciana, tá, eu me comportei. Siiim!
Mais os olhos dele não negava o nosso desejo, o desejo não era só meu, e naquele momento eu percebi que ele tava com tanta vontade quanto eu, e por que esperar?
Olhei pra ele e disse: - Eu estou sentindo vontade de fazer uma coisa. E vou fazer. E o beijei com vontade, força, violência. Ele correspondeu mais do que eu esperava. Arrancamos a roupa, ali mesmo, tinha roupas da sala ao quarto, da cozinha ao quintal.
Ele me devorava com força, o suor dele pingava no meu rosto, e então....

*Espere a Parte III.

Por @Luhmsp