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segunda-feira, dezembro 17, 2012

Parte XIV

Com a safadeza que lhe é peculiar, o meu homem me acordou metendo os dedos na minha boceta e me fazendo nem querer abrir os olhos, imaginando que aquilo só podia ser um sonho.
Não era! De supetão aquele corpo vem pra cima do meu, não me deixa falar uma palavra, solta aquele "Silêncio vagabunda, agora você é minha. Eu que mando aqui!"
Eu disse um "Sim!" com um movimento de cabeça e antes mesmo que eu terminasse a afirmativa, aquelas mãos já estavam enrolando meus cabelos e me levando pra chupar aquela delícia de pau.
PQP que homem é esse?! Aquela coisa mandona que eu adoro, aquela brutalidade rudimentar, aqueles olhos que dão a impressão que a foda vai ser sem fim.
A gente transou. Cai no sono. Eu ainda estava exausta da noite anterior e aquele filho da puta ainda transa comigo 6 da manhã. Definitivamente esse homem não existe!
Acordei umas 2 horas depois, meio assustada, sem saber direito de nada. Olhei rapidamente pro lado, ele estava sentado na cama, nu, lendo, uma cerveja na mão, um lindo sorriso no rosto.
Como pode um sorriso ser lindo daquele jeito?! Só perdia pra voz!
Eu sorri. Ganhei um "Bom dia!" de retribuição do homem mais safado desse mundo, e muito provavelmente por essa razão, o melhor homem que já tive na vida.
Quando dei por mim, estava na hora de voltar. Era coisa demais acontecendo, minha cabeça quase oca tava com tudo vagando dentro dela.
Meus pensamentos foram interrompidos por uma janela sendo aberta e o barulho do mar adentrando aquele antro.
O quarto todo tinha cheiro de sexo!
E o vento trazia cheiro de mar.
Eu quis transar no mar.
Claro que fomos... E ah...



Por Cinthia Ribeiro.

segunda-feira, junho 11, 2012

Parte XIII

Na pressa de foder com aquele puto mais uma vez, nem atentei pra perguntar porque o caminho do apartamento não era o mesmo do antigo.
Mesmo estando de cabeça baixa fazendo sexo oral nele, eu desconhecia aquele trajeto. Resolvi deixar o silêncio imperar.
Ele parou em uma rua deserta. Senti cheiro de mar. Chupei tanto ele que nem me dei conta que já estávamos rodando dentro do carro dele fazia uma meia hora.
Ele desceu, abriu um portão, me mandou permanecer dentro do carro. Fiquei. Dois minutos. Ele retornou, colocou o carro pra dentro, fechou o portão.
Desci do carro e antes de entrar na casa, senti ele por trás quase que me penetrando. Soltei um gemido gostoso e ele sussurrou "Agora minha puta de um homem só tem seu próprio antro de safadeza..."
Entramos nos beijando, nos lambendo, passeando as mãos pelos nossos corpos suados, molhados de tanto prazer.
A casa ficava de frente para o mar. Era final de tarde, o sol estava se pondo e naquele lugar tão lindo a gente transou. Parecia que eu nunca havia tido aquele homem nos meus braços.
Aquele clima todo me envolveu demais. Eu amo praia! E ele sabe muito bem disso... Ele sabe de tudo que me agrada! A língua nos meus mamilos, as mãos nas minhas coxas, os beijos a todo instante.
Depois de tudo eu quis perguntar tanta coisa mas como sempre tive preguiça de conversar depois do sexo, apenas virei pro lado e dormi.
A manhã seguinte ia chegar mesmo, quando fosse o momento oportuno eu saberia do que se tratava aquele lugar. Eu era homem demais depois de transar pra ficar de papo! Um beijo na testa, outro na boca, tava bom demais.
Cansada, deitei e dormi feito um anjo despudorado. Acordei com o sol nascendo e o homem mais safado do planeta do lado...


Por @Cinthia_Ribeiro

quinta-feira, abril 12, 2012

Parte XII

Foram 3 meses de silêncio absoluto! Quando, do nada, a criatura ressurge das cinzas. 3 da tarde, muito trabalho, pensamento vago, quase nunca lembrando dele mas amando-o como sempre, celular toca. "Não é possível! Não tô vendo esse número na tela!!!" Porque, óbvio, na tentativa de esquecer o inesquecível apaguei o nome do desgraçado da lista de contatos. Como se eu algum dia na vida eu fosse esquecer a merda daquele número.
Deixei tocar 6 vezes, quando estava quase indo pra caixa postal "Alô, pois não." As pernas estavam bambas mas a voz firme. "Desce que tô na porta do seu trabalho. Precisamos falar!" Puta que pariu. Por que raios o ser humano vem assim, do nada, e acha que é só chamar que eu vou?! SIM, claro que eu vou! Mas preciso ao menos tentar dizer que não quero mais...
"Não temos mais o que falar! Você some 3 meses e acha que pode voltar assim, como se nada tivesse acontecido?!" "Claro que posso! Você é minha. Desce, por favor! Ou vou ter que subir e pegar você a força!" Siiiim ele podia subir, me pegar a força, me jogar na parede, me dizer que o que a gente fazia nunca mais ninguém fez com ele. Podia dizer que nossa foda era foda, nosso sexo era único, nossa cumplicidade a coisa mais inexplicável do planeta.
Relutei mas desci. Falei que não ia nem entrar no carro dele. Quando cheguei na rua, ele estava encostado no carro, de cabeça baixa, a merda da barba por favor, o cacete do cabelo mal cortado, a porra do all star imundo, a calça jeans com aspecto de suja, a blusa todo torta, meio desabotoada, e os braços, ah os meus braços, cruzados e de tatuagem nova.
"O que você quer pelo amor de Deus?! E fala logo que tô cheia de trabalho." Ele levantou a cabeça e nossa, voltou tudo! Voltou numa velocidade incrível. Cheguei a salivar de vontade de colocar aquela porra em cima da minha cama e nunca mais tirar. Tentei disfarçar e ficar quieta, mas ele me encarou com aquele olhar que ele sabe, ele sabe, me derruba.
Eu cheguei mais perto, o imã que me atraía me levou. Quando encostei, já senti cheiro de sexo e sensação de prazer. Subimos. Eu estava só. Desliguei o sistema de câmeras como se estivesse indo embora. Tranquei a porta, apaguei as luzes e ficamos ali naquele espaço, nos olhando.
Não demorou muito. Ele veio com força me rasgando toda. Arranhando meu braço, mordendo meus lábios,  suspirando e falando no meu pé do ouvido "Sua vadia! Que saudade de você... Como eu queria conseguir explicar..." "Xiiii cala essa porra de boca!!! Vem cá e faz o que você sabe seu filho de uma puta!"
Ali foi uma coisa louca... E de lá seguimos pra casa dele. Era um caminho diferente. Não era por apartamento antigo... Muita coisa ainda estava por vir... Agora comecei a entender tudo...

quinta-feira, março 29, 2012

Parte XI.

Depois de uma tórrida noite de amor e sexo, um amanhecer inacreditável, vieram dias de sumiço e dúvidas. Você nunca vai entender o que significa pra mim! Nunca...
Se me queres pra sexo, eu sempre te quis pra isso. Se era pra amar, também estava disposta. Pra ser amante, casualidade, namorico, foda de vez em nunca, eu sempre te quis, pra qualquer coisa.
Mas, como todo bom filho da puta, você escolheu ser a única coisa que não aceito de homem algum: o ponto de interrogação. Homem nenhum, jamais, havia mexido comigo dessa forma devastadora.
Sempre tive relacionamentos intensos porém quando acabavam, eu me recuperava rapidamente. Mergulhava na bebida, transava loucamente com os gostosos que apareciam na minha casa no auge do meu tesão e pronto, tava tudo resolvido.
Só que você veio pra foder de vez o caralho da minha vida! A porra do meu coração se meteu... Ficou sério a partir do momento que a merda do músculo pulsando sangue dentro do peito resolveu pegar a situação e tomar pra si...
Agora eu não sei o que faço! Pessoas me olham como se eu fosse uma alienígena. Os casinhos de sempre ligam, querem me ver, querem o sexo que a gente sempre fez sem compromisso algum, e eu recusando. Nunca fui disso cara! Que merda você fez comigo? E cadê você pra arcar com as consequências?!
Seja qualquer coisa na minha vida mas em hipótese alguma continua sendo o ponto de interrogação. É capaz de, de tanto que me faz ficar sem saber como agir, você consiga me dominar...


Por @Cinthia_Ribeiro

sexta-feira, março 16, 2012

Parte X.

Como óbvio que era, acordei sozinha naquela cama... Percebi que não estava na minha casa. A cabeça pesou. Olhei em volta e tudo que havia naquele quarto me fez ter flashes da noite anterior.
Vodca, tapa na cara, roupa rasgada, sexo, gritos e gemidos. Quando, enfim, consegui me situar, eis que surge aquela figura seminua, com uma bandeja de café da manhã nas mãos e uma flor na boca.
Esfreguei bem os olhos 'Isso não pode ser de verdade!' Mas era. E era o meu homem alí na minha frente. O homem que tanto desejei por muito tempo.
Ele veio lentamente, pôs a bandeja na ponta da cama, devagar beijou a ponta do meu dedo do pé, acariciou meu corpo todo com a flor vermelha, até chegar no meu rosto. Olhou fixamente pra mim, beijou meu ombro e, enfim, uma palavra 'Bom dia minha linda.'
Ah, era de verdade... Era real! Foi a noite dos sonhos. Foi o acordar perfeito. Mas e agora?! Depois de ter o que tanto quis, como lidar? Não dá pra acreditar muito quando um sonho aparece assim, do nada, na realidade...


@Cinthia_Ribeiro