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terça-feira, maio 10, 2011

Parte "de" IV

Abri a porta. Ele estava de cabeça baixa com o braço levantado apoiado na parede sustentando todo o corpo. Estava lindo, com aquela blusa azul contrastando com a pele branca. Um olhar embriagado e um sorriso safado. Minhas pernas começaram a tremer, meu estômago já não existia, meu coração batia tão forte que se ele me abraçasse naquele momento iria sentir a pulsação. Eu não sabia o que falar, o que fazer, os poucos segundos que passamos em frente à porta parecia uma eternidade. Eu queria abraçar, beijar, lamber, chupar... Uma mistura de amor e tesão, de carinho e tara. A minha coragem fugiu como gato foge de água. Mas ele não hesitou, não precisei falar nada! Com uma fúria ele me pegou pela cintura, pôs meu corpo junto ao seu e me beijou. Lambia lentamente o meu pescoço e passava sua mão malina entre minhas pernas. Eu, já embevecida, envolvida e inebriada com a situação, não conseguia reagir, somente permitir. E já deitados no sofá sua mão subia cada vez mais, no momento a única coisa que eu conseguia pensar era: Benditos sejam os vestidos. Eu já estava toda molhada, pronta pra receber dedo, língua, cacete, o que viesse... mas ele foi sutil, subiu vagarosamente a mão e me tocou, por cima da calcinha, parecia que ele queria me sentir, sentir meu calor e meu fogo. Depois, devagar ele afastou minha calcinha e introduziu um dedo e junto veio o meu gemido de prazer. No meu ouvido ele sussurrou que queria sentir meu gosto. Nesse momento o telefone dele toca. Porra, quase cortou o clima, porém ele deixou de lado e nem se importou. Mas a pessoa foi insistente e ligou 3 vezes mais. Ele se levantou, se afastou para atender e voltou com cara de poucos amigos. Pegou a chave do carro, me deixou no sofá esperando e foi embora...


Por @EllaRafa

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