Eu sempre me perdia quando encontrava com aqueles olhos negros.
Antes de sair de casa, eu prometi a mim mesma que ia ser só uma conversa, daquelas necessárias para colocar os pingos nos is.
Vesti uma calcinha preta, daquelas nada confortáveis. Nem sei porque, já que eu tinha que cumprir a promessa que fiz a mim. Vesti uma roupa confortável, e fui.
Nos encontramos e ele me levou de mão dada para a casa dele. Era lá que a longa conversa ia acontecer.
Quando chegamos a casa dele, ele foi me mostrar cada canto. Ele colocou nome no sofá, na cama e na geladeira. Mas era tudo no lugar, como se alguém tivesse acabado de organizar.
Ele me ofereceu uma bebida, eu aceitei. Eu precisava tomar coragem de falar tudo que estava na minha garganta.
Tomei o primeiro copo num gole só, tinha gosto bom, mas era forte, e esquentou todo o meu corpo como um passe de mágica.
Pedi a ele uma segunda dose. E tomei mais uma vez em um só gole. Acendi um cigarro. E eu estava muda, eu não queria conversar, eu só queria arrancar dele e fazer tudo que eu tinha direito com aquele corpo que era dele, mas que eu queria pra mim.
Eu estava com tanto desejo que a minha própria mão queria andar pelo meu próprio corpo, era uma coisa involuntária, e eu não conseguia controlar.
A gente começou aquela conversa dos is. A gente se ofendeu, e desprezou um ao outro com palavras, mas o meu corpo não parava de desejá-lo. E ele me comia com aqueles olhos.
Tive que tomar uma terceira dose, pra que eu tentasse convencer o meu corpo a não avançar o sinal, e cumprir aquela promessa que fiz antes de sair de casa.
Tomei a terceira dose em dois goles. E meus olhos lacrimejaram e eu os fechei. De repente a boca dele estava bem próxima a minha. E eu não tinha como resistir. Ele me puxou e me beijou com pressa e sem pudor. A mão dele foi levantando minha saia e a minha calcinha desconfortável estava a mostra.
Eu sentia o corpo dele quente, e suando em desejo. Ele me botou no braço e me jogou com força em cima da cama.
E começou a beijar os dedos dos meus pés e os olhos dele estavam o tempo inteiro fixos nos meus, só para me enlouquecer mais ainda.
E assim ele foi beijando todo o meu corpo e tirando a minha roupa, jogando-a no chão. Começou a se movimentar de forma que eu ia me enchendo cada vez mais de prazer.
Eu sentia vontade de gritar e meu corpo suava. Até que trocamos de posição, e eu podia enfim fazer o que eu quisesse no corpo dele. E eu não podia desperdiçar. Eu queria aproveitar cada dobra, cada pedaço. Eu o beijei sem pressa, afinal a única coisa que eu queria era que aquele momento durasse para sempre. Toquei com a minha boca os órgãos sexuais dele sem vergonha nenhuma e eu sentia um gosto de prazer na boca, e ele sentia algo muito bom, porque o seu corpo se torcia involuntariamente. Os olhos dele não estavam mais fixos em mim. Os olhos dele estavam fechados, e ele sentia a minha mão e a minha boca percorrendo tudo.
Ele se derramava em prazer, eu também. A boca dele estava bem próxima ao meu seio, quando ouvi alguém me chamando, abri o olho. Era ele perguntando se eu estava bem, eu respondi que sim, que precisava apenas de um cigarro para relaxar. Eu não tinha ouvido nada que ele tinha falado. Eu estava apenas imaginando tudo isso que parecia tão real. Estávamos vestidos igual quando tínhamos chegado. Tinha sido apenas um sonho.
Escrito por @Luhmsp.
AMEI!
ResponderExcluirA cabeça traduzindo o que o coração quer...
Oh yes... E o que o resto do corpo queria também née?? [=
ResponderExcluirEu considero os meus sonhos parte da minha realidade.
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